Falta de conhecimento sobre riscos adiam planos de segurança da informação

Se você acredita que sua companhia não está na mira de cibercriminosos porque é pequena está enganado. O maior desafio das empresas, hoje, quando o assunto é segurança da informação, é a falta de conhecimento dos riscos. Esse cenário, afirma Rogerio Morais, vice-presidente para América Latina da RSA, faz com que as organizações adiem planos de proteção e fiquem vulneráveis a ataques.

“O risco é muito claro. Os hackers querem informações e dinheiro, mas sem fazer barulho. As pessoas pensam que isso é fantasia e esse é o grande perigo”, alerta Morais.

O vice-presidente para América Latina, há cinco meses no cargo, diz que desde que atua na área de segurança da informação, em 1998, escuta que a prioridade das empresas é a proteção do ambiente. Mas a intenção não passa de discurso e é pouco praticada. “O investimento somente acontece de forma reativa quando há perda de dinheiro, especialmente em casos de fraude”, relata.

Além disso, prossegue, companhias estão investindo em anti-vírus, firewalls e esquecendo de aplicar controles de acesso, monitorar o que acontece dentro da empresa e ainda conscientizar os funcionários sobre a importância da segurança. “O segredo de uma estratégia bem-sucedida é controlar pessoas e proteger informações e transações”, observa.

Ele lembra que o elo mais fraco na cadeia de segurança ainda são as pessoas. “Por isso que treinamentos são necessários”, completa. Morais alerta que nenhuma pesquisa de mercado mostra ataques caindo. O interesse por dados das empresas cresce cada vez mais e é preciso contar com ferramentas de controle para responder rapidamente aos incidentes.

Hoje, diz Limor Kessem, especialista em comunicação de cibercrime e fraudes online da RSA, o Brasil é um dos três países na América Latina, ao lado de México, Colômbia e Chile, alvo de ataques. “O Brasil recebeu a maioria, ou 42%, dos ataques em 2012”, detalha. Malware e trojans ainda são as armas preferidas usadas pelos criminosos para fisgar usuários e empresas desatentas.

O País é ainda a quarta maior nação alvo de ataques de phishing no mundo, depois dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Alemanha. O crescimento acelerado de usuários digitais é uma das razões para o salto.

Limor recomenda que as empresas reforcem seus sistemas de autenticação e fiquem sempre alerta. “Muitos problemas demoram anos para serem descobertos. Quando a empresa chega até ele, milhares de dados foram levados para fora”, assinala.

Site: Computerworld
Data: 27/02/2013
Hora: 13h36
Seção: Segurança
Autor: Déborah Oliveira
Link: http://computerworld.uol.com.br/seguranca/2013/02/27/falta-de-conhecimento-sobre-riscos-adiam-planos-de-seguranca-da-informacao/

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