Estaria o Brasil preparado para a Internet das Coisas?

Por Anderson Guimarães – em 25/10/2013

Nos últimos anos, acompanhamos a chegada de uma nova era digital. A universalização da internet trouxe a explosão das redes sociais, a facilidade no acesso a interatividade oferecida e principalmente, o aumento das vendas dos dispositivos móveis que estão cada vez mais aprimorados para estimular o consumo e movimentar parte da economia mundial. Diante disso, o próximo passo da tecnologia e da mobilidade é promover a interação entre os eletrônicos por meio da “Internet das Coisas – IoT”.

O conceito surgiu em 2011 durante um consórcio formado pela União Europeia e foi desenvolvido pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology). A principal ideia é programar a inteligência de comunicação via rede e nos objetos de forma que eles possam se comunicar, sem a intervenção humana. O recurso aprimora e simplifica ações diárias como, por exemplo, sua própria geladeira lhe dando dicas sobre dietas e automaticamente tendo a capacidade de montar sua lista de compras ao avaliar o que está faltando de acordo com o que você consome.

A Internet das Coisas enche os olhos da área de Tecnologia da Informação – TI já que é considerada estratégica para o desenvolvimento de novas aplicações. A adoção da tecnologia pode, inclusive, expandir as possibilidades de parcerias para as empresas do setor. Entre outras áreas que podem ser beneficiadas diretamente estão agricultura, saúde e educação. Conforme um estudo divulgado pela Cisco, a aplicação do conceito pode gerar um lucro de US$ 14,4 trilhões na economia global.

A maior dúvida sobre isso é se o Brasil está ou não preparado para receber esta inovação. O conceito de RFID e os sensores wireless já foram colocados em prática por iniciativas privadas e públicas. A dificuldade está em torno da adoção do 4G. A banda larga de quarta geração enfrenta dificuldades para se estabelecer no Brasil devido aos problemas em relação à infraestrutura do nosso país e o preço elevado dos dispositivos capacitados para o recurso.

Segundo especialistas, outra dificuldade a ser resolvida para a aplicação da Internet das Coisas é a pulverização dos recursos para pesquisas voltadas para a Internet, um equívoco que precisa ser contornado.

O aumento da demanda das empresas, o desenvolvimento de áreas como saúde e educação e os elevados lucros previstos, com a adoção do conceito, torna a Internet das Coisas um excelente investimento para o desenvolvimento econômico e social do país. Porém, o Brasil só estará preparado quando encontrar a melhor solução para os problemas que dificultam a adoção desta tecnologia.

Pesquise no TI RIO