Ericsson quer flexibilidade em edital do leilão do 4G

Com receio de ficar de fora de parcela importante dos investimentos necessários para a implantação da rede de celulares de 4ª geração no Brasil, a Ericsson pediu ontem ao governo que não haja restrições ao uso de equipamentos cujo desenvolvimento tecnológico tenha se dado em parte fora do País.

A empresa sueca é líder mundial no fornecimento de equipamentos de redes de telefonia, com 40% do mercado global, mas corre o risco de não poder ter a mesma penetração no 4G brasileiro, cuja faixa do espectro eletromagnético – de 2,5 gigahertz (Ghz) – deve ser licitada em abril de 2012.

Apesar de o edital para esse leilão ainda não estar definido, o medo da Ericsson é baseado em um artigo da proposta de edital de outra faixa do espectro, conhecida como WiMAX (3,5 Ghz), voltada para a banda larga sem fio de grande alcance. Pela proposta, que ainda está na fase de consulta pública, as operadoras teriam de se comprometer a utilizar pelo menos 30% de equipamentos não apenas fabricados, mas também desenvolvidos inteiramente no País.

Após encontro com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente da Ericson na América Latina, Sérgio Quiroga da Cunha, disse que se essa exigência também for colocada para o leilão dos celulares 4G, a companhia não conseguirá entrar nessa fatia das redes.

“Viemos mostrar o compromisso que temos em trazer a tecnologia de quarta geração para o País”, afirmou o executivo.

Site: Exame
Data: 05/12/2011
Hora: 22h40
Seção: Tecnologia
Autor: Eduardo Rodrigues
Link: http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/ericsson-quer-flexibilidade-em-edital-do-leilao-do-4g

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