Empresas brasileiras são imaturas em relação à criptografia, revela pesquisa

De acordo com o estudo “Tendências de criptografia 2011”, realizado pelo Instituto Ponemon e patrocinado pela Thales e-Security, várias empresas brasileiras têm uma postura fraca de segurança em relação a outros países quando se fala em conscientização dos riscos de segurança e em implantação de soluções de criptografia.

O levantamento apontou que 44% dos entrevistados afirmaram que suas organizações não têm um plano ou estratégia de criptografia. Apenas 12% das organizações brasileiras têm uma estratégia de criptografia completa e 44% possuem uma estratégia parcialmente implantada. No Brasil, o principal “driver” para o uso de criptografia é proteger a reputação da marca ou o dano resultante de uma violação de dados, sendo que apenas 5% delas afirmam fazer uso da criptografia para evitar ter que notificar clientes ou funcionários depois que ocorre uma violação de dados.

Outro dado da pesquisa revelou que mais da metade dos entrevistados disse não ter uma área ou pessoa que tenha total responsabilidade de determinar o uso de criptografia. Já 22% dos entrevistados disseram que o líder de TI é mais influente na determinação da estratégia de criptografia da empresa, seguido por 14% que dizem que é o líder da unidade de negócio. Apesar dos resultados obtidos no Brasil, em estudos de outros países foi evidenciado que os líderes empresariais estão ganhando influência na escolha de soluções de criptografia e podem refletir uma tendência mais ampla no consumo de TI.

Além disso, o gerenciamento de acesso e identidade, seguido pela descoberta de dados em risco, são as duas principais prioridades de proteção de dados. A preocupação com esses dois fatores mostra que as empresas desconhecem onde estão os dados sensíveis.

Em média, as organizações brasileiras dedicam uma porcentagem menor de seus orçamentos de TI para tecnologias de criptografia. O percentual atual de gastos de TI destinado a criptografia é uma média de 10% para as organizações brasileiras. No Japão, por exemplo, são investidos aproximadamente 25%, seguido de 21% na Alemanha e 18% nos Estados Unidos.  No Brasil, a previsão é de que esse investimento aumente para 16,5% no próximo ano.

O estudo foi desenvolvido com 525 diretores e gerentes de organizações brasileiras de médio a grande porte e de diversas áreas de atuação. A pesquisa no Brasil faz parte de um estudo maior, envolvendo cerca de quatro mil negócios e gerentes de TI nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, Japão e Brasil.

Site: iMasters
Data:14/06/2012
Hora: 12h30
Seção: Segurança
Autor: ——
Link: http://imasters.com.br/noticia/24733/seguranca/empresas-brasileiras-sao-imaturas-em-relacao-a-criptografia-revela-pesquisa

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