Em 2016, mercado global vai exigir 20% mais qualificados em Big Data

Em 2016, o mercado global de TI vai precisar aumentar em 20% suas habilidades para trabalhar com Big Data e análise de dados, segundo Les Rechan, gerente geral de Business Analytics da IBM.

Durante o IBM IOD 2013 (Information OnDemand), evento anual da companhia que está acontecendo em Las Vegas (Estados Unidos), o executivo ressaltou a importância da qualificação de equipe nos próximos anos. Segundo o executivo, somente nos Estados Unidos será necessário 150 mil pessoas que saibam gerenciar softwares e analisar as informações coletadas.

“Hoje, apenas um em cada dez empresas tem as habilidades necessárias para obter sucesso com Big Data. Não à toa, o ‘Cientista de Dados’ foi apontado como a profissão mais sexy do século 21 [segundo a Harvard Business Review], comentou.

A própria IBM, de acordo com o vice-presidente sênior de software e sistemas, Steve Mills, gastou US$ 20 bilhões no último ano em aquisições e especializações em Big Data. E a relevância da análise de dados só se confirma, especialmente ao levar em consideração as 15 mil pessoas que estão em Las Vegas nesta semana para aprender mais sobre o assunto.

Carreira

O Cientista de Dados é a mente por trás do Big Data e o responsável por transformar grandes quantidades de dados em ações práticas – trabalho que exige técnicas específicas e experiência. A pessoa que traduz planilhas em ‘insights’ tem de saber criar modelos estatísticos e aplicar algoritmos.

“A tecnologia apresenta dados consolidados e cheios de informações valiosas, mas a consolidação e decisão vêm da mente humana”, diz Samir Nassif, arquiteto de sistema de Big Data da IBM Brasil.

Ele explica que a partir das aplicações de algoritmos, o profissional busca por grupos de afinidades e, assim, descobre perfis e tendências incorporados nos dados. Segundo Nassif, qualquer análise parte de uma pergunta ou problema, que precisam de respostas.

“É um mundo exploratório suportado por técnicas. Testamos massa de dados e procuramos soluções” explica. “Uma empresa de seguros agora pode estipular o valor correto de uma apólice baseada em centenas de outras informações disponíveis, como dados do GPS [para revelar locais freqüentados], freio, acelerador…”, exemplifica.

Além de experimentar e empregar técnicas, o executivo afirma ser necessário saber aplicar as informações encontradas de forma inteligente. Ele ressalta que os mercados exigem diferentes abordagens, apesar de a tecnologia ser similar na maioria das empresas.

Nassif comenta que o profissional dificilmente vem de formação tecnológica, apesar de trabalhar diretamente com TI. Usualmente o cientista de dados é formado em estatística e agrega ao perfil conhecimentos de programação. No mercado ainda é possível encontrar matemáticos e cientistas da computação que atuam como analistas.

*A jornalista viajou a convite da IBM.

Site: Olhar Digital
Data: 05/11/2013
Hora: 15h11
Seção: Notícias
Autor: Stephanie Kohn
Link: http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/38664/38664

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