Educação e tecnologia para transformar territórios: professor Rodney e a força da Baixada Fluminense

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Professor do IFRJ termina eleição como terceiro deputado federal mais votado do partido no estado e garante a suplência

Representante da Baixada Fluminense, o professor Rodney encerrou a eleição de 2026 como o terceiro candidato a deputado federal mais votado de seu partido em todo o estado do Rio de Janeiro. O resultado garantiu sua suplência e consolidou uma campanha construída sem fundo partidário e com limitações orçamentárias significativas.

Segundo dados apresentados pelo próprio candidato, sua votação alcançou 40 municípios fluminenses. A maior concentração ocorreu na cidade do Rio de Janeiro, responsável por 34 por cento dos votos recebidos. Em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, sua votação foi 8,4 vezes superior à média estadual.

Uma campanha com presença em diferentes regiões

A campanha teve presença forte na Baixada Fluminense, especialmente em São João de Meriti, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Magé, Itaguaí e Seropédica.

A candidatura também alcançou municípios de diferentes regiões do estado, com votos em cidades que vão de Niterói a Bom Jesus do Itabapoana e de Cabo Frio a Paraty. Ao todo, segundo dados apresentados pelo candidato, a campanha esteve presente em 40 municípios fluminenses.

A votação distribuída não apenas pela Baixada Fluminense e pela Região Metropolitana, mas também por diferentes regiões do estado, indica que as propostas de Rodney encontraram eco em diversos territórios do Rio de Janeiro.

Educação, tecnologia e desenvolvimento regional

A trajetória de Rodney está ligada à educação, à tecnologia e ao desenvolvimento regional. Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro, ele participou da criação e consolidação de uma formação pública voltada ao setor de games e audiovisual em Engenheiro Paulo de Frontin. A iniciativa ajudou a inserir o município em uma agenda nacional de inovação e economia criativa.

Durante a campanha, Rodney defendeu a descentralização dos investimentos em educação e tecnologia, com o fortalecimento dos institutos federais e a criação de políticas públicas conectadas às características econômicas de cada território.

Para o professor, a educação tem papel estratégico na transformação das cidades e na criação de novas oportunidades.

“A educação não nasce pronta, você vai construindo e vai investindo. É um processo”, afirmou.

Rodney também defendeu que a formação profissional esteja articulada às necessidades do setor produtivo e à geração de empregos qualificados. Na avaliação dele, não basta formar estudantes. É necessário criar condições para que esses profissionais permaneçam em suas regiões e encontrem oportunidades de trabalho.

Propostas para aproximar formação e mercado

Entre as propostas apresentadas, estiveram a criação de um salário mínimo estudantil para reduzir a evasão e a oferta de uma espécie de residência profissional de três meses para recém-formados.

A proposta parte da constatação de que muitos estudantes abandonam os cursos porque precisam trabalhar, contribuir com a renda familiar ou arcar com custos de transporte e permanência. Para Rodney, a política educacional precisa considerar essas dificuldades concretas.

“O salário mínimo estudantil visa corrigir esse ponto e manter o aluno na formação”, explicou.

A ideia é também subsidiar a inserção desses profissionais no mercado de trabalho, aproximando estudantes, instituições de ensino e empresas. Durante esse período, os egressos poderiam demonstrar suas capacidades e adquirir experiência, enquanto as empresas teriam melhores condições para conhecer e contratar novos profissionais.

Segundo Rodney, a residência profissional funcionaria como uma ponte entre a formação acadêmica e o mundo do trabalho.

“Não adianta formar o profissional. Ele precisa ser inserido no mercado”, afirmou.

Rodney também destacou a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade e formação de capital humano, especialmente na Baixada Fluminense e em outras regiões do estado. Na avaliação do professor, o setor de tecnologia possui grande capacidade de gerar desenvolvimento, mas ainda enfrenta dificuldades relacionadas à infraestrutura, à falta de políticas públicas específicas e à distância entre o ritmo do mercado e a atualização dos currículos acadêmicos.

Representatividade construída no estado

O resultado eleitoral demonstra que essas propostas alcançaram diferentes regiões do Rio de Janeiro. Mais do que uma votação concentrada em um único território, a campanha levou ao debate temas como educação pública, inovação, tecnologia, emprego qualificado e desenvolvimento regional.

A entrevista do professor Rodney para o projeto TI Rio nas Eleições foi gravada no período final da campanha. Em razão da agenda do candidato e da proximidade da data da eleição, infelizmente não pôde ser publicada naquele momento.

A divulgação posterior permite recuperar a força alcançada pela candidatura e a representatividade construída em diferentes espaços do estado. A votação obtida em 40 municípios mostra que a campanha encontrou apoio para além das estruturas tradicionais e que as pautas apresentadas pelo candidato foram reconhecidas por eleitores de diferentes regiões do Rio de Janeiro.

Texto: Bruno Nasser

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