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As Fábricas Verdes, coordenadas pela Superintendência de Território e Cidadania da Secretaria de Estado e Meio Ambiente, e o projeto que prevê a criação de 22 cooperativas para recolher resíduos eletrônicos, desenvolvido pela Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), da Coppe-UFRJ, são exemplos de que o e-lixo, apontado como um dos principais poluidores do meio ambiente, tem solução.
Qualificação de mão de obra e economia para o estado
As Fábricas Verdes são centros de coleta e reaproveitamento localizados em áreas carentes do estado. Seu principal objetivo é transformar lixo eletrônico em inclusão digital, gerando emprego e renda para os moradores dessas localidades.
Até o momento, os cidadãos cariocas contam com dois centros: o primeiro lançado em 2011, localizado no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio; e o segundo, que estreou no mês passado, na Rocinha, Zona Sul.
O governo espera reduzir custos com o projeto. Isso porque a iniciativa pretende que a cada três computadores obsoletos doados possa se montar uma nova máquina, diminuindo em R$ 6 milhões o valor que seria pago para comprar novos PCs. A ideia é que esses novos computadores sejam usados em telecentros em territórios ocupados pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
Ao longo de dois anos, o projeto pretende formar mais de 700 jovens em montagem e manutenção de micros, além de restaurar 2 mil equipamentos.
Bom para o meio ambiente, mais rentável para os catadores
Outro projeto que beneficiará a população e o meio ambiente é o da Coppe-UFRJ. Prevista para ser lançada durante a Rio +20, conferência que discutirá as diretrizes para um mundo mais sustentável, a iniciativa tem um objetivo ambicioso: criar 22 cooperativas para recolher eletroeletrônicos – TVs, PCs, celulares etc – fora de uso.
A primeira parte do projeto começa com a inauguração de um centro de desmontagem de e-lixo na Cooperativa Amigos do Meio Ambiente (Coopama), em Maria da Graça, Zona Norte da capital fluminense. A sede da Coppe-UFRJ receberá ainda o primeiro posto de coleta de e-lixo. Até o final do ano serão implantados mais pontos na cidade.
Diferente das Fábricas Verdes, o projeto desenvolvido pela Coppe-UFRJ irá vender no mercado metal e plástico e, em conjunto com uma empresa, as placas que contêm metais preciosos.
A iniciativa também é vantajosa para os cooperativados. Enquanto o quilo de plásticos e metais é vendido muitas vezes por menos de R$1, cada placa comercializada vale R$7.
TI Rio na Rio +20
A participação do Sindicato na Rio +20, evento que reunirá lideranças mundiais para debater práticas sustentáveis, será realizada em conjunto com a Riosoft, no espaço do Sebrae. Durante a conferência será distribuída a nova edição da cartilha de Diretrizes Para a Prática Em Responsabilidade Socioambiental e também um estudo sobre o panorama do lixo eletrônico no Brasil. A Rio +20 acontece entre os dias 13 e 22 de junho.
Texto: Gabriel Ribeiro
Foto: Flávio Carvalho
Edição: Cristiane Garcia