Cientistas conseguiram armazenar diversos arquivos em um DNA sintético, uma recriação em laboratório da molécula que contém instruções genéticas. Em vez de pen drives, CDs ou HDs, a próxima mídia de armazenamento de dados poderá ser o próprio DNA.
A experiência que pode revolucionar a forma como as pessoas armazenam seus dados foi feita pelos cientistas Nick Goldman e Ewan Birney, do Instituto Europeu de Bioinformática. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature.
Os pesquisadores já sabem faz tempo que o ácido desoxirribonucléico, nome científico do DNA, é uma estrutura que define todas as características do organismo. A novidade é que os cientistas conseguiram usar o código genético para guardar textos, áudios e imagens.
Pelos cálculos dos cientistas, é possível armazenar 2,2 petabytes de dados em um grama de DNA. Depois, os pesquisadores ainda conseguiram recuperar todos os dados armazenados com 100% de precisão.
Para isso, eles codificaram os conteúdos que seriam armazenados por meio das letras das AGCT, que são bases nitrogenadas do DNA, que são: adenina, timina, citosina e guanina identificadas por suas iniciais.
Apesar de sua longevidade e estabilidade, o DNA pode sofrer pequenas mutações ao longo dos séculos. Os cientistas pensaram nisso e fizeram o que chamam de redundância na linguagem de programação para que o método funcionasse.
O único problema é que ainda é caro criar DNA sintético. O custo para escrever e ler a informação no DNA também é alto. Só o experimento custou 10 mil dólares. Portanto, para que a invenção se torne algo massivo, é preciso descobrir como diminuir o preço do desenvolvimento do DNA sintético.
Site: Info
Data: 24/01/2013
Hora: 15h12
Seção: Ciência
Autor: Vanessa Daraya
Link: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/dna-podera-ser-o-novo-pen-drive-de-2-2-petabytes-24012013-25.shl