Para aumentar a produtividade, empresas e consumidores estão substituindo pranchetas por iPads e outras soluções móveis e automatizando processos que antes eram manuais. A prática não é nova, mas tem aberto diversas oportunidades. De acordo com o instituto de pesquisas Gartner, o desafio agora é gerar receita a partir do modelo.
Segundo Mark McDonald, vice-presidente e parceiro do Gartner Executive Programs, a digitalização de negócios representa uma nova onda em TI, que deverá impulsionar os investimentos em tecnologia da informação, com base em mobilidade, computação social e cloud.
Ione Coco, vice-presidente do Gartner Executive Programs da América Latina, afirma que em pesquisa realizada pelo Gartner em parceria com o MIT, identificou-se que 58% dos processos de negócios usam tecnologias digitais. Mas somente 28% da receita vêm de fontes digitais. “Há muito potencial para gerar receita com tecnologias digitais, sendo uma das maiores oportunidades do futuro”, diz.
O segredo, completa McDonald, é criar a combinação do físico com o vitual para gerar o que o Gartner chama de “Digital Edge” [Fronteira Digital]. O executivo, que é autor do livro “The Digital Edge: Exploiting New Technology and Information for Business Advantage” [sem tradução para o português], explica que a fronteira digital vem da criação de combinações de recursos analógicos e digitais que resultam em novas fontes de valor, além de receitas para a empresa.
Os recursos analógicos, prossegue, referem-se às pessoas, como estão organizadas, aos equipamentos utilizados, aos escritórios e outros aspectos físicos da empresa. Os digitais incluem informações, histórico de clientes, percepção situacional, tablets etc.
“As empresas têm uma escolha. Elas podem aplicar novas tecnologias para atingirem níveis de integração e de controle operacional. Ou podem tornar-se totalmente digitalizadas”, observa McDonald. Ele diz que companhias digitalizadas já estão surgindo e que elas estão conseguindo ir além dos modelos tradicionais de propaganda ou então de freemiums [modelo no qual um produto ou serviço é concedido de forma gratuita, mas sua versão premium é cobrada].
No livro, McDonald aponta que as organizações têm de focar em três pontos-chave:
• Pensar de maneira diferente sobre o digital em termos de inovação. É preciso separar o valor para o cliente e a receita da empresa para criar estratégias digitais disruptivas.
• Selecionar o tipo certo de fronteira digital com base em novas combinações de recursos digitais e físicos.
• Tornar-se uma organização digital por meio da construção de soluções digitais de maneira nova, impulsionando a criação do cargo de Chief Digital Officer (CDO) ou diretor digital, que será demandando para lidar com o aumento da digitalização dos negócios nas companhias e o crescimento dos serviços eletrônicos para atender clientes.
Site: Computerworld
Data: 30/10/2012
Hora: 16h
Seção: Especiais
Autor: Déborah Oliveira
Link: http://computerworld.uol.com.br/especiais/2012/10/30/digitalizacao-de-negocios-impulsiona-investimentos-em-ti/