Hoje, 24 de abril, é comemorado o Dia Internacional do Jovem Trabalhador. A data foi criada para celebrar o papel desempenhado pela parte da população que aquece a economia. Só no Brasil, os jovens representam 66% dos economicamente ativos, segundo pesquisa realizada pelo Dieese em parceria com Ação Educativa e Instituto lbi, divulgada no portal Busca Jovem. A cooperação entre governo e setor privado é imprescindível para gerar novos empregos para os jovens e consequentemente garantir o crescimento estável do país.
Como os jovens podem se destacar no mercado e abocanhar aquela tão sonhada vaga? Essa é a pergunta que dez entre dez estudantes fazem diariamente. Com o mercado cada vez mais competitivo, a chave do sucesso parece não ter tanto segredo assim. Qualificação profissional, aliada ao networking e dedicação, somada a uma pitada de sorte parece ser a mina de ouro.
Mas do que adianta ser um PhD ou ter os melhores contatos, se não tiver uma oportunidade? É por parte do empresariado que elas devem vir. Apesar da Constituição brasileira não permitir o trabalho de menores de 16 anos, existem dispositivos na lei e projetos do próprio governo que beneficiam a inclusão dessa parte da população no mercado de trabalho. Como é o caso do Jovem Aprendiz, programa do governo federal que vem qualificando e inserindo jovens no mercado de trabalho.
Para facilitar o procedimento de aquisição, por parte das empresas, de jovens até 24 anos, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) lançou em 2006 o Manual da Aprendizagem. Lá podem ser encontradas as informações sobre os direitos e deveres tanto do aprendiz quanto do contratante.
Números que preocupam
A pesquisa “Opportunity for Action” realizada pela International Youth Foundation (IYF) encomendada pela Microsoft relata que apesar do número crescente de jovens (até 2035 serão 1,5 bilhão) as oportunidades criadas ainda não são suficientes para atender a essa parcela da população.
O estudo mostra também que no Brasil 40% das empresas têm dificuldade em preencher vagas por causa da má qualidade na formação. 70% dos jovens asiáticos trabalham no setor agrícola e na Áfica 72% dos jovens vivem com menos de 2 dólares por dia.
Texto: Gabriel Ribeiro
Edição: Cristiane Garcia