Desafio da inovação

O lançamento, pela Secretaria Municipal de Ciência e Tecnologia (SECT) e o Sebrae/RJ , do programa “Agentes Locais de Inovação (ALI) na cidade do Rio de Janeiro”, com vistas à prestação, em um prazo de dois anos, de assessoria técnica a 5 mil micro e pequenos empresários nas áreas de tecnologia e inovação, assinala uma iniciativa cujo alcance é inconteste, com efeitos potenciais que desde já são apontados como relevantes nesse setor, vindo a influir, como se espera, na supressão de deficiências e, consequentemente, em seu fortalecimento  e adequação às exigências de sua modernização operacional.

De acordo com os dados divulgados, os agentes vão utilizar a infraestrutura da Praça e das cinco Naves do Conhecimento, além das 19 Casas Rio Digital, dotadas de tecnologia da informação, para a realização de workshops, palestras, eventos e outras ações voltadas a tornar as pequenas empresas mais eficientes, em um mercado cada vez mais exigente em termos de inovação e sustentabilidade.

Nesse sentido, a capacitação dos pequenos empresários levará em conta todo o processo da cadeia produtiva, como matéria-prima, processos e gestão. Segundo o secretário municipal de Ciência e Tecnologia, Franklin Coelho, “trata-se de um projeto de desenvolvimento local nas comunidades do Rio e que vai identificar os arranjos e as cadeias produtivas locais e, através  da tecnologia e da inovação , integrá-los ao mercado”. “Vamos criar condições para este salto” – acrescentou – lembrando que o alto índice de fechamento dessas empresas ocorre sobretudo por não conseguirem assimilar e acompanhar o desenvolvimento tecnológico dos negócios.

Para a consecução dos objetivos que o projeto contempla, ao aderir ao mesmo o empresário receberá a primeira visita do agente, iniciando-se aí um diagnóstico completo da empresa nas áreas de gestão e de inovação. Juntos, vão elaborar um plano de ação, com atividades a serem desenvolvidas ao longo de dois anos de duração do projeto. Este plano será implementado sob a responsabilidade da empresa e com o acompanhamento do agente local, decidindo o empresário, ao final do prazo, se quer inovar o seu negócio, esclarecendo-se que toda essa ação será gratuita.

Os Agentes Locais de Inovação são graduados e possuem formação específica para atuar juntos a pequenas empresas na área de tecnologia e inovação, sendo ainda bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Por outro lado, como igualmente se esclarece, praticamente todas as empresas no entorno das naves e casas Rio Digital poderão participar do projeto, o qual envolve, entre outros, os segmentos de hotelaria, comércio atacadista de tecidos, material de construção, material elétrico e outros.

O lançamento do programa ocorreu no prédio da Bolsa de Valores do Rio, na Praça XV, e um dos presentes ao ato, Benito Paret, diretor executivo da Riosoft e presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, afirmou na oportunidade que “essas empresas servirão de exemplo à demais, gerando um impacto positivo sobre elas nas áreas de gestão, inovação e criatividade”. Este o caminho, afinal, para que a modernização ocorra em ritmo e escala compatíveis com as transformações operadas no mercado e as novas demandas e exigências daí oriundas.

Fonte: Jornal do Commercio
Data: 19/12/2012
Seção: Opinião
Autor: ——
Página: 14

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