Muitas organizações exageram sobre as dificuldades de migrar do Windows XP para o Windows 7 por darem demasiada importância a aplicações pouco utilizadas. É o que sugere uma pesquisa feita pela consultoria Centrix Software.
O estudo de gerentes de projetos responsáveis pela migração do Windows em 50 grandes organizações mostra que o nível de incompatibilidade de aplicativos, quando se deslocam de um sistema a outro, era de cerca de 20%.
No entanto, desses aplicativos, pelo menos três quartos nunca foram usados – o que reduz consideravelmente os problemas de migração para um subconjunto menor e melhor gerenciável. Surpreendentemente, 50% das aplicações no XP não eram usadas – um enorme grau de redundância de software, que destaca as aplicações mais recentes como as que possuem maior valor produtivo.
Nove em cada dez aplicativos foram usados menos de 10% do tempo, e as aplicações não utilizadas (mas licenciadas) custam cerca de 500 dólares por desktop, disse a empresa.
De acordo com a Centrix – que comercializa seu próprio software de análise de migração – as empresas que contemplam a mudança do XP devem fazê-la após a realização de análise de uso. “É tão crítico para departamentos de TI cientes desses fatos, quando já estão tão sobrecarregados com a abrangência e os desafios da migração, que normalmente adiam projetos até quando possível”, disse o diretor de marketing de produto da Centrix Software, Richard Pegden.
Um dos clientes da empresa havia identificado 525 aplicativos incompatíveis com o Windows 7 – o que soou como um motivo de preocupação, disse Pegden. Mas apenas 14 desses aplicativos eram realmente usados por funcionários, ou seja: as preocupações de migração eram exageradas.
“Esse tipo de informação reduz drasticamente a agitação e os custos da migração”, disse Pegden.
No mês passado, o tamanho do “desafio XP” começou a se tornar evidente após uma porção de pesquisas mostrarem que muitas organizações do Reino Unido mal tinham iniciado suas “mudanças”. Um número considerável parece sentir que o benefício é limitado para certos tipos de desktop, uma vez que os custos são fatorados.
Com o prazo de suporte da Microsoft para o XP com os dias contados (8 de abril de 2014), está começando a parecer que muitas empresas não vão conseguir cumprir o prazo.
Algumas até parecem felizes em continuar usando o Windows XP para além daquele prazo, já que as falhas de segurança mais graves são encontradas nas aplicações em si, e não no próprio sistema operacional.
Site: IDG Now!
Data: 10/05/2013
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