Depois de um 2012 bastante movimentado na área de segurança da Internet, o Websense Security LabsTM divulgou as sete previsões para o panorama de ameaças em 2013. Saiba quais serão os principais alvos dos cibercriminosos.
1.Os dispositivos móveis serão o novo alvo em ameaças de multiplataforma
As três maiores plataformas móveis que os cibercriminosos usarão como alvo são o Windows 8, o Android e o iOS. Explorações de multiplataforma com base na web tornarão isso mais fácil. Em 2013, as ameaças a dispositivos móveis Microsoft terão as maiores taxas de crescimento. Cibercriminosos são semelhantes aos desenvolvedores legítimos de aplicativos na medida em que incidem sobre as plataformas mais rentáveis. Tão logo as barreiras de desenvolvimento são removidas, as ameaças móveis mostram-se prontas para alavancar uma pesada biblioteca de código compartilhado. Os ataques também continuarão a usar cada vez mais iscas atrativas de engenharia social, de forma a capturar as credenciais dos usuários em dispositivos móveis.
2. Os cibercriminosos usarão métodos de desvio para evitar a detecção tradicional de sandbox
Mais empresas já estão utilizando defesas de máquinas virtuais para testar malware e ameaças. Como resultado, os cibercriminosos vêm seguindo novos passos para evitar a detecção pelo reconhecimento de ambientes de máquinas virtuais. Alguns métodos potenciais tentarão identificar a sandbox de segurança, da mesma forma que ataques, no passado, visavam dispositivos de AV específicos e os desligavam. Estes ataques avançados permanecerão escondidos até que eles estejam certos de não estarem num ambiente de segurança virtual.
3. Lojas legítimas de aplicativos móveis hospedarão mais malware em 2013.
Aplicativos maliciosos escapam cada vez mais por meio de processos de validação. Eles continuarão a representar riscos às organizações através do Byod. Além disso, dispositivos desbloqueados/roteados e lojas de aplicativos não sancionadas colocarão risco significativo para empreendimentos que permitam mais políticas Byod.
4. Ataques promovidos por governos aumentarão conforme a entrada de novos players.
Espera-se que mais governos entrem na arena da guerra cibernética. Na esteira de vários eventos publicamente conhecidos de tal guerra, há uma gama de fatores que contribuirão para direcionar mais países para essas estratégias e táticas. Se por um lado o esforço para tornar-se uma superpotência nuclear é excessivo, quase qualquer país pode desenvolver o talento e os recursos para criar armas cibernéticas. Países e cibercriminosos individuais têm acesso aos planos dos ataques anteriormente patrocinados por Estados, como Stuxnet, Flame e Shamoon.
5. Espera-se que os ativistas hackers passem para um próximo nível conforme as oportunidades simplistas diminuam.
Impulsionadas por eventos conduzidos por hackers amplamente divulgados nos anos anteriores, as empresas têm desenvolvido políticas, soluções e estratégias de detecção e prevenção cada vez melhores. Os ativistas hackers irão se mover a um próximo nível de acordo com o aumento de sofisticação na segurança.
6. E-mails maliciosos estão de volta.
Ataques de spear-phishing, programados e com alvos determinados, juntamente com um aumento dos anexos maliciosos por email, vêm proporcionando novas oportunidades para o cibercrime. Os emails maliciosos retornarão. Algoritmos de geração de domínio irão ignorar a atual segurança de forma a aumentar a eficácia de ataques com alvos determinados.
7. Os cibercriminosos acompanharão o público de forma a legitimar sistemas de gerenciamento de conteúdo e plataformas web.
Vulnerabilidades em WordPress têm com frequência sido exploradas por comprometimentos em massa. Conforme outros sistemas de gerenciamento de conteúdo (CMS) e plataformas de serviço crescem em popularidade, os criminosos irão realizar testes de rotina com respeito à integridade desses sistemas. Os ataques continuarão a explorar plataformas web legítimas, exigindo dos administradores de CMS maior atenção às atualizações, patches e outras medidas de segurança. Os cibercriminosos comprometem essas plataformas para hospedagem do malware, infectar usuários e invadir as empresas para roubar dados.
Para Charles Renert, vice-presidente do Websense Security Labs, o ano de 2013 reforçará o fato de que as medidas tradicionais de segurança não são mais eficazes para combater os ciberataques. “As organizações e os provedores de segurança precisam evoluir em direção das defesas em tempo real mais pró-ativas, que impedem as ameaças avançadas e o roubo de dados”, adverte o especialista.
Site: Convergência Digital
Data: 28/11/2012
Hora: 12h51
Seção: Segurança
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=32485&sid=18