A 18 meses da Copa 2014, o Mundial de futebol já rendeu R$ 75 milhões em negócios para micro e pequenas empresas nacionais. Somente em 2012. O valor, segundo Luiz Barreto, presidente do Sebrae, pode chegar a R$ 100 milhões, quando os dados do ano forem finalizados. Mapeamento do Sebrae listou, ao menos, 930 segmentos com potencial de crescimento. Mas todas as 12 cidades-sede, Rio de Janeiro entre elas, já se beneficiaram da criação de empregos em sete setores-chave da economia: construção civil, turismo, hotelaria, serviços, meio ambiente, tecnologia da informação e petróleo e gás. Os salários chegam a R$ 20 mil. Abaixo, a coluna apresenta o cenário para cada um dos segmentos, de agora até 2016. O movimento começou nas áreas de construção civil e energia, pela busca de mão de obra qualificada. Agora, a vez é da hotelaria, que terá de contratar pessoal para dar conta dos 20 mil novos quartos que serão construídos só na capital fluminense, até os Jogos Olímpicos.
Construção Civil
O setor receberá R$ 22,8 bilhões dos R$ 33,1 bi que serão investidos em infraestrutura, segundo dados do Ministério do Esporte. Estudo da Firjan prevê que a procura por profissionais ligados ao setor será intensa até 2015. A demanda vai de pedreiros (salários de R$ 1.450) a gerente geral de obras (R$ 20 mil), diz o Senai.
Turismo
A expectativa do MTur é atrair, com Copa e Olimpíadas, dez milhões de turistas internacionais por ano, até 2022. Além do Rio, o fluxo crescerá nas regiões Serrana e dos Lagos, em Paraty e Angra dos Reis. A Embratur estima que, nas ruas da capital fluminense, haverá um milhão de turistas durante os eventos. Há oportunidades, por exemplo, para agentes de viagens. Na função, os salários vão de R$ 1.500 a R$ 5 mil.
Serviços
De acordo com o IBGE, o Rio se ancora nos ramos de comércio e serviços por muito mais tempo que outras cidades do país. Tudo a ver com a temporada de verão e o carnaval. Quem ganha são os profissionais de transporte, alimentação e bebida, vestuário e educação, diz o Sebrae. Há chances também para trabalhadores informais.
Tecnologia da Informação
Desde os Jogos Panamericanos de 2007, o setor cresce 10% ao ano, estima Benito Paret, presidente do TI Rio. Sobram vagas para quem já está qualificado. As empresas buscam colaboradores que consigam gerenciar fluxo intenso de informações. A melhoria na infraestrutura das redes de telecom e energia também elevaram a procura por profissionais.
Petróleo e Gás
No setor de petróleo e gás, de acordo com o Mdic, o Rio é o estado que mais recebe investimentos. Mas a dificuldade de encontrar mão de obra qualificada faz as empresas trazerem profissionais estrangeiros. Há oportunidades para engenheiros de todas as especialidades e cargos ligados à administração.
Hotelaria
A ABIH-RJ estima que cada novo quarto de hotel gere cerca de quatro empregos no setor turístico. São uma vaga direta e três indiretas, em serviços. Há vagas para belboy (carregador de malas), cozinheiros e gerentes.
Meio Ambiente
O Rio prometeu despoluir a Lagoa Rodrigo de Freitas e a Baía de Guanabara. A cidade precisa de oceanógrafos, geólogos, engenheiros hídricos, zootécnicos, gestores ambientais e ecólogos. Tudo para dar conta dos investimentos em sustentabilidade. Em 2012, a cidade teve 81 projetos registrados para obter o selo verde, diz Jones LaSalle.
Fonte: O Globo
Data: 03/01/2013
Seção: Ecnomia
Autor: Flávia Oliveira
Página: 22