Começou nesta segunda-feira, 3, em Dubai, uma reunião com governos de 193 nações da União Internacional de Telecomunicações que pode definir novos rumos para a internet. A principal polêmica do encontro, que terá duração de 12 dias, é uma proposta de dar à ONU parte do controle sobre a rede mundial de computadores – proposta que vem sendo debatida há tempos e que agora, por entrar oficialmente em discussão, exaltou os ânimos do setor.
O Google foi o que mais ergueu a voz, a partir da campanha #freeandopen, em que tenta mobilizar o máximo de pessoas possível para lutar contra. A gigante de buscas questiona o fato de apenas governos – e não empresas – terem vez na reunião e alerta que algumas das propostas em discussão podem legitimar a censura na internet.
“Até agora, mais de 1 mil organizações de mais de 160 países têm falado muito, e eles se juntam a centenas de milhares de internautas que se levantaram por uma internet livre e aberta”, declarou Vint Cerf, vice-presidente e evangelista-chefe da área de internet da empresa.
Pelo menos 15 organizações e empresas brasileiras fazem parte do movimento citado pelo VP do Google, o “Protect Global Internet Freedom”, mas países como Canadá e Estados Unidos têm centenas de apoiadores.
União Europeia e EUA são oficialmente contra alguns pontos, como os que preveem taxar o tráfego da internet e facilitar o rastreamento de usuários – este último proposto por governos de África e Ásia, que querem taxar empresas como Facebook e Google por conta de transferência de conteúdo a redes internacionais.
Site: Olhar Digital
Data: 03/12/2012
Hora: 10h28
Seção: Digital_news
Autor: ——
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