Clima Organizacional é tema de seminário no TI Rio

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Por Anderson Guimarães – em 17/12/2013

Não dar a devida atenção ao clima organizacional na empresa, além do risco de perder talentos, pode trazer resultados negativos financeiramente. Esta foi a conclusão do seminário “Clima Organizacional e Qualidade de Vida do Trabalho”, realizado pelo TI Rio e ministrado pela consultora, pesquisadora e professora da PUC-Rio, Patrícia Ítala Ferreira, que se baseou em seu livro de mesmo título, recém-publicado.  O evento, sediado no auditório do TI Rio, aconteceu na última quinta-feira, 12, e foi exclusivo para os participantes da “9ª Pesquisa sobre RH do setor de TI”. 

A especialista abordou em sua palestra questões como tecnologia, globalização e conflito entre gerações e de que forma esses aspectos podem impactar o clima organizacional. “O clima é a retrato da empresa em um determinado momento a partir da percepção dos colaboradores. Funciona como um termômetro para entender como a equipe se sente em relação ao trabalho e mostrar caminhos para promover ações que busquem melhorar os pontos menos favoráveis”, explicou a Patrícia.

De acordo com a consultora, a empresa que não possui formas de gerenciar o clima, seja por pesquisa ou acompanhamento de indicadores, está vulnerável a uma grande rotatividade de funcionários. Além da perda de possíveis talentos, desligamento e contratação são processos muito onerosos.

Dentre os indicadores apresentados, diferentemente do que muitos possam imaginar a questão financeira não é tão determinante para a permanência de um funcionário na empresa. “Conheço pessoas que ganhavam muito bem, mas o estresse no trabalho produziu úlceras, fim do casamento, não acompanhar o crescimento dos filhos, e essas coisas as levaram a sair do emprego. Bom salário atrai, mas não retém o funcionário.”

Patrícia ressalta também que “qualquer indicador de clima organizacional, quando negativo, é preocupante, mas, quando se trata de baixo grau de satisfação com a liderança, é ainda mais. Esse é um dos maiores fatores de desligamento voluntário, ainda que com altos salários”.

Trazer o tema à tona dentro do ambiente de TI, para a pesquisadora, é fundamental, pois o setor possui características peculiares: “Devemos lembrar-nos de que, aqui, o capital humano é o ativo principal. Excesso de demanda, prazos irreais, falta de reconhecimento etc. são fatores que, ao logo do tempo, levarão à demissão voluntária. Portanto, não são práticas produtivas”.

Nesse sentido, ela aconselha que os gestores das empresas de TI, tendo em vista o perfil dos funcionários, “devem ouvir as pessoas, buscar entendê-las e tentar suprir aquilo que cada um precisa, segundo sua geração e demais características pessoais. Ter um olhar diferenciado e ações diferenciadas, tanto quanto possível”.

O coordenador da iniciativa e membro da diretoria do TI Rio, Luiz Carlos Sá Carvalho, destacou, ao final do seminário: “Estamos buscando o aperfeiçoamento contínuo da gestão dos recursos humanos das nossas empresas associadas, pois sabemos que seu principal acervo são as pessoas. Muitas vezes, se uma empresa de menor porte, como são muitas do setor, perde um colaborador importante, vai-se boa parte da sua capacidade produtiva. Iniciativas como este seminário fazem parte da missão do TI Rio, que visa o fortalecimento de todo o setor”.

Por: Bruno Nasser

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