A classe C é a menina dos olhos da Positivo Informática para as vendas de Natal na área de tablets e smartphones. Tanto é assim que a fabricante investe na força do seu nome – vinda da área de PCs e notebooks vendidos no varejo – para enfrentar os celulares sem marca e ‘contrabandeados’.
No mundo dos celulares, a Positivo terá dois smartphones – com preços variando entre R$ 459 e R$ 750,00 e dois celulares 2G, os messaging phones, com custo variando entre R$ 219 e R$ 268. “Há um público de 45 milhões de brasileiros para esses terminais. Há muito espaço para crescer. Não seremos marginais nesse mercado”, frisou o presidente da Positivo, Hélio Rotemberg. Conteúdo nacional é diferencial para os tablets.
Em coletiva de imprensa, realizada nesta segunda-feira, 29/10, na capital paulista, a Positivo apresentou seus lançamentos para o Natal na linha de notebooks, ultrabooks, tablets e smartphones. “Nossos produtos já estão disponíveis no varejo. Isso é um diferencial de concorrência”, comemorou Rotemberg.
Na linha de tablets, a empresa anunciou dois novos produtos da linha Ypy – com modelos de 7 e 9,7 polegadas, com Android 4.0 e mais de 80 aplicativos embarcados. “Conteúdo nacional é prioridade máxima nossa. É onde podemos fazer a diferença. Garanto que estamos chegando para sermos um player. Não seremos marginal”, frisou o presidente da Positivo.
Sem querer falar de números de tablets comercializados, a Positivo assume apenas que a vitória na concorrência do FNDE, do MEC – que comprou 650 mil tablets, os quais começam a ser entregues em novembro – deu escala e volume para ampliar a oferta para o varejo. “Há mais compras governamentais na área de educação. Essa do FNDE nos ajudou muito a construir volume e baixar os preços”, frisou Rotemberg.
Indagado sobre o uso do Windows 8 nos tablets da fabricante, o executivo foi sincero. “Para o nosso público, hoje, o Android nos oferece preços melhores. Não estamos descartando o Windows 8, mas ele ainda é caro”, completou.
Com relação à prometida desoneração dos smartphones – o decreto oficializando a redução de impostos ainda não foi publicado pelo Governo – o presidente da Positivo diz que o efeito pode não ser sentido pelo consumidor no Natal. “As regras são complexas, há adequações para serem feitas – há a ideia de colocar aplicativos nacionais. Na verdade, o mercado só vai entender quando elas forem publicadas”, disse. O vice-presidente de produtos de consumo, Germano Couy, não prevê a possibilidade de uso das medidas nos messaging phones. “Esses celulares 2G estão fora da linha do governo. Eles vão investir no 3G. Mas vamos ter que esperar as regras”, acrescentou.
Site: Convergência Digital
Data: 29/10/2012
Hora: 15h45
Seção: Negócios
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=32217&sid=5