Durante quatro dias em abril de 2011, a Amazon Web Services interrompeu seus serviços. Em agosto do mesmo ano teve outra falha. Outros serviços de cloud computing passaram pelo mesmo problema nos últimos meses. Em fevereiro passado, a plataforma Windows Azure, da Microsoft, teve uma série de infortúnios. E apesar das melhorias realizadas pelos prestadores de serviços de cloud computing para minimizar interrupções futuras, elas deverão voltar a acontecer.
Seguem cinco passos, recomendados por vários especialistas, para as empresas lidarem melhor com as interrupções e evitarem impactos maiores:
1 – Usar múltiplas zonas de disponibilidade
A Amazon Web Services (AWS), por exemplo, oferece várias “zonas de disponibilidade” (Availability Zones – AZ) em cada uma das regiões na qual está estruturada e para cada um de seus serviços. A empresa diz que as AZ funcionam baseadas na sua própria infraestrutura física.
“Elas estão fisicamente separadas, de tal forma que mesmo havendo desastres, tais como: incêndios, furacões ou inundações, eles afetariam apenas uma “zona de disponibilidade”. Durante a interrupção do ano passado, cerca de 45% dos clientes que usavam apenas uma zona para os serviços de bases de dados relacionais sofreram impactos. Em contrapartida, menos de 3% dos clientes que já trabalhavam com uma abordagem com múltiplas zonas foram afetados. Após a interrupção do serviço no ano passado, a empresa tornou mais fácil aos clientes a utilização de múltiplas zonas.
2- Utilizar várias regiões
Novamente usando a AWS como exemplo, ela tem uma rede de oito regiões, incluindo o leste dos Estados Unidos (Virgínia do Norte), oeste dos Estados Unidos (Oregon), oeste dos Estados Unidos (Califórnia do Norte), União Europeia (Irlanda), Ásia-Pacífico (Singapura), Ásia-Pacífico (Tóquio), América do Sul (São Paulo), e ainda a AWS GovCloud. Para maior segurança e proteção além de uma abordagem com múltiplas zonas de disponibilidade, os clientes podem colocar volumes de trabalho espalhados por várias regiões. Não é tão fácil como colocar volumes de trabalho em várias zonas de disponibilidade, porém: é necessário usar diferentes API para as diversas regiões.
3 – Usar vários fornecedores de cloud computing
No caso de a organização exigir ainda mais redundância, mesmo apesar de ter uma abordagem com múltiplas zonas e regiões, devem usar-se serviços conjugados de vários prestadores de cloud computing, diz Drue Reeves, analista do Gartner. Há algumas ressalvas e cautelas a fazer, pois muitos fornecedores poderão compartilhar recursos de data centers.
4 – Estabelecer níveis de disponibilidade nos SLAs
Além de tomar medidas técnicas, os clientes podem tomar medidas em outros campos, tais como na negociação com o seu fornecedor de serviços de cloud computing sobre os Service-LevelAgreements (SLA). Neles especificam-se sanções sobre os responsáveis por interrupções e falhas.
Se um cliente decidir usar um fornecedor de cloud computing para os serviços de recuperação de desastres, o SLA deve impor uma disponibilidade de 99,999%.
5 – Se não aguenta o calor, fica longe do fogo
Lembre sempre: sua empresa pode não estar preparada para adotar cloud computing no caso de se manifestar extremamente preocupada com a alta disponibilidade de dados e aplicações. É o que diz Steve Hendrick, analista da IDC. O mesmo diz que a equação é simples: quanto mais críticos forem os dados e os recursos de computação, maiores devem ser os mecanismos de resiliência e alta disponibilidade.
Site: IDG Now!
Data: 27/04/2012
Hora: 14h56
Seção: TI Corporativa
Autor: ——
Link: http://idgnow.uol.com.br/ti-corporativa/2012/04/27/cinco-dicas-para-sobreviver-a-interrupcoes-das-nuvens-publicas/#&panel2-1