Cerebras estreia na Nasdaq com alta de 68% e impulsiona corrida da IA

cerebras estreia na nasdaq com alta de 68% e impulsiona corrida da ia

A fabricante de chips para inteligência artificial Cerebras Systems protagonizou o maior IPO de tecnologia dos Estados Unidos desde a abertura de capital da Uber, em 2019. Em sua estreia na Nasdaq, as ações da companhia dispararam 68%, encerrando o dia cotadas a US$ 311,07, após terem sido precificadas a US$ 185.

Durante o pregão, os papéis chegaram a atingir US$ 386, levando a empresa a um valor de mercado próximo de US$ 95 bilhões. A oferta pública inicial arrecadou US$ 5,55 bilhões com a venda de 30 milhões de ações, podendo chegar a US$ 6,38 bilhões caso seja exercida a opção de compra adicional prevista no IPO.

Sediada no Vale do Silício, a Cerebras vem sendo apontada como uma das principais concorrentes da Nvidia no segmento de chips para inteligência artificial. O crescimento acelerado da demanda por infraestrutura de IA, especialmente com o avanço de agentes autônomos capazes de executar tarefas automaticamente, ajudou a impulsionar o interesse do mercado pela companhia.

Em 2025, a empresa registrou receita de US$ 510 milhões, alta de 76% em relação ao ano anterior, além de reverter um prejuízo de US$ 481,6 milhões e fechar o período com lucro líquido de US$ 88 milhões. Mesmo assim, analistas chamaram atenção para o valuation elevado: a Cerebras passou a valer quase 200 vezes sua receita anual, muito acima de gigantes como Nvidia e Palantir Technologies.

Parte da confiança dos investidores está ligada ao contrato superior a US$ 20 bilhões firmado com a OpenAI, válido até 2028. A companhia também anunciou acordos com a Amazon Web Services para instalação de seus chips em data centers voltados à execução de modelos de IA.

O sucesso da estreia reforça a percepção de que Wall Street pode estar entrando em uma nova onda de IPOs ligados à inteligência artificial. Empresas como Anthropic, xAI e até a própria OpenAI aparecem entre os nomes observados pelo mercado para futuras aberturas de capital.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria editorial: Bruno Nasser

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