CCE, com Qualcomm, lança tablet 100% desenhado no Brasil

<>Em coletiva de imprensa realizada na última terça-feira, 25/06, na capital paulista, a CCE apresentou sua primeira linha de produtos após a aquisição pela Lenovo, em setembro do ano passado, por US$ 147 milhões.  A companhia entra, de vez, no mercado de smartphones e de tablets. A Qualcomm é a grande parceira. “Nosso tablet é o primeiro 100% desenhado no Brasil e pensado para o público nacional”, destacou o CTO da CCE, Rogério Fleury. Serão dois modelos de 7 e 10 polegadas – com Wi-fi e 3G.

Os equipamentos utilizam processadores Qualcomm, têm resolução de tela em alta definição (HD), 16 gigabytes de armazenamento e sistema operacional Android 4.1.Os preços sugeridos variam de R$ 699 a R$ 899. Os tablets chegam ao mercado no último trimestre – já para as vendas de Natal. A fabricação está 100% na fábrica da CCE, ex-Digibras, em Manaus. “Não há planos de trazer os tablets para São Paulo (A Lenovo tem uma manufatura em Itu, interior paulista”, diz Fleury.

A CCE também está lançando smartphones. O alvo são os consumidores 2G que estão migrando para o 3G. “Não vale mais a pena produzir os feature phones depois do incentivo do governo para os smartphones de entrada”, salienta o diretor de vendas, Francisco Ferreira. A linha de smartphones é composta por modelos com telas de 3,5 polegadas a 5 polegadas, processadores Qualcomm de 1 gigahertz (Ghz) a 1,4 Ghz e sistema operacional Android, do Google, nas versões 4 ou 4.1 (as mais recentes). Os preços variam de R$ 399 a R$ 899,00. “Os incentivos do governo (redução de PIS/Cofins) já estão contabilizados nesse custo final sugerido”, acrescenta Ferreira.

Uma das apostas da CCE para marcar presença no mercado de smartphones é a sua força no varejo – são mais de 14 mil pontos de venda. “Vamos brigar com Positivo, mas é claro que o nosso alvo é a Samsung que está muito forte”, diz Ferreira. Indagado sobre a concorrência com os rivais chinesas – Huawei e ZTE, além dos sem marca, o executivo se disse bastante tranquilo. “Eles prometem, mas não estão no Brasil. Sobre os smartphones sem marca, o governo amplificou a fiscalização. O varejo está sendo cobrado das notas fiscais. Isso favorece quem produz aqui”, completou.

Na primeira coletiva de imprensa CCE/Lenovo ficou transparente que a CCE terá a missão de atuar nas classes C, D e E. Já a Lenovo brigará pelo espaço junto às classes A e B. Tanto é assim, que a CCE não tem planos para este ano com o 4G. “Vamos ter 4G quando houver escala de produção. Acreditamos nisso para 2014”, completou Fleury.

Site: Convergência Digital
Data: 25/06/2013
Hora: 16h46
Seção: Internet Móvel 3G / 4G
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34124&sid=17&utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter#.Ucn7TTtkzko

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