O Brasil quer cooperar com a Argentina na área defesa cibernética para se proteger de espionagem eletrônica, disse o ministro da Defesa, Celso Amorim, que chegou na quinta-feira (12) à capital argentina para uma visita de dois dias. O Brasil vem empreendendo uma série de esforços para lidar com as denúncias de ciberespionagem, como o anúncio do lançamento de satélites, criação de email e até uma agência antiespionagem.
O tema adquiriu especial relevância a partir das denúncias de que tanto a presidente Dilma Rousseff como a Petrobras foram espionadas pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). A informação sobre a espionagem foi divulgada pela imprensa com base em documentos sigilosos revelados ao jornalista britânico Glenn Greenwald por Edward Snowden, ex-consultor de informática de uma empresa que prestava serviço à NSA.
Segundo Amorim, a defesa cibernética “é a mais importante área de defesa no século 21″, mas o Brasil ainda está “dando os primeiros passos”. Por isso quer discutir, com a Argentina, uma aliança. “Queremos ter uma ação coordenada, conjunta com a Argentina”, disse o ministro. Ele lembrou que a presidente Dilma – além de cobrar explicações dos Estados Unidos – pediu “interesse redobrado nas questões de defesa”.
Amorim teve um encontro nesta quinta-feira com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a pedido de Dilma Rousseff. Amanhã (13), ele vai se reunir com chanceler argentino, Hector Timerman, e o ministro da Defesa, Agustín Rossi. O comandante do Centro de Defesa Cibernética do Exército, general José Carlos dos Santos, também participará dos encontros. Pelo menos 100 políticos e personalidades da Argentina também foram vítimas de espionagem eletrônica, disse Timerman, na última reunião de presidentes do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em julho, no Uruguai. [Com Agência Brasil]
Site: MundoBIT
Data: 13/09/2013
Hora: ——
Seção: Ciberativismo
Autor: Paulo Floro
Link: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2013/09/13/brasil-vai-se-unir-a-argentina-contra-a-espionagem-dos-eua/