Apesar de tudo, o mercado brasileiro de tecnologia da informação (TI) vem mostrando força. Trata-se de um setor produtivo que responde, atualmente, por 5,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. A Brasscom vem há tempos batendo na tecla da relevância da indústria na tentativa de vender a imagem positiva do Brasil para o mundo. “Não podemos ser só usuários, temos também que ser protagonistas”, enfatiza Laércio Cosentino, presidente do conselho da entidade e CEO da Totvs.
A ideia é que a indústria pense globalmente. “O mundo não tem mais fronteiras”, observa, para adicionar: “precisamos pensar como nossa tecnologia pode ser integrada em um mundo global”. O executivo falou na manhã desta quinta-feira (24/10) durante abertura de um evento que a associação realiza em parceria com a publicação inglesa The Economist, em um hotel de luxo, na cidade de São Paulo. “Não estamos pensando o Brasil de curto prazo. Quando se fala de TI, não se restringe a uma empresa, mas toda uma cadeia evolutiva”, adicionou.
Na visão de Cosentino, o País avança em termos de política de TI nos últimos anos. Ele pontua, ainda, que o compromisso com a inovação deve ser constante. “Onde existe oportunidade de inovar haverá tecnologia da informação”.
“A indústria ainda está na infância e este momento é extremamente importante”, ressalta Antonio Gil, presidente da Brasscom, demonstrando alguns números coletados pela entidade que mostram que o mercado nacional cresceu 10,8% no ano passado, o que significa o dobro da média global da indústria. “Precisamos usar TI como motor de crescimento do País”, diz.
Parcerias inteligentes
Jorge Gerdau começou sua vida profissional em um período da história que a computação não era tão presente. “Costumo dizer que tenho calos nos dedos de tirar nota fiscal”, ilustra o presidente do conselho da Gerdau, uma das maiores empresas do Brasil. O executivo vem atuando em esforços para elevar níveis de governança no Estado brasileiro e enxerga a TI com um ponto fundamental nesse processo.
“Tenho convicção profunda que o desenvolvimento só se consolida pelo crescimento da produtividade. Isso vincula a melhor gestão”, observa, para adicionar: “o segundo ponto disso se refere à questão tecnológica. A falta de visão correta do peso da TI no processo de construção do futuro é uma deficiência que tenho sentido neste meu último estágio de vida e trabalho, porque é o único caminho que temos para construir uma melhoria de produtividade governamental”.
O cenário global cada vez mais complexo torna mais difícil as definições de estratégias. O contexto, assim, exige forte inteligência global para analisar impactos das evoluções tecnológicas no mundo. “TI é definidora para o índice de evolução que um País tem ou não. Gostaria que o setor tivesse uma visão clara do que pode fazer nos próximos dez anos”, comenta, dizendo que, se a indústria de tecnologia tiver isso, certamente acarretará benefícios a outros setores. “Parcerias inteligentes potencializam o desenvolvimento”, sintetiza.
“Se tivesse poder de caneta, informatizaria o governo de ponta a ponta. Isso me daria uma fotografia real do que melhorar”, diz, vislumbrando nisso uma forma de promover evoluções em processos e aceleração de inovação.
Site: It Web
Data: 24/10/2013
Hora: ——
Seção: Mercado
Autor: Felipe Dreher
Link: http://itweb.com.br/110036/brasil-tem-que-ser-protagonista-em-ti-enfatiza-presidente-da-totvs/