O Brasil precisa, e rápido, alinhar uma política de incentivos para a área de componentes – responsável pela metade do déficit da balança comercial do setor eletroeletrônico. Para o diretor Geral da Fast Company Brazil, José Antonio Scodiero, os incentivos do governo precisam ir além do produto final. Segundo ele, que participou de forum sobre a Lei de Informática, na Abinee TEC, evento realizado esta semana na capital paulista, essa é a única alternativa para revitalizar o segmento. “Temos que superar este vazio”, disse.
Scodiero foi taxativo: as oportunidades para o mercado de componentes são grandes. “Dizem que o país perdeu o bonde, mas agora estamos falando de foguete. Estão previstos 50 bilhões de chips até 2020, com a chegada da internet das coisas”, destacou. Ele acrescentou que para o Brasil aproveitar esta situação é necessário que o país priorize ‘de fato’ o setor de componentes.
O atraso na concessão dos Processos Produtivos Básicos – os PPBs – também está na lista de prioridade da Associação Brasileira de Automação Comercial (AFRAC). O consultor e membro do conselho da entidade, Múcio Dória, destacou que o Estado tem que fortalecer as empresas para que elas criem raízes no país. A Lei de Informática, sustenta, foi uma conquista positiva, mas deveria ser incrementada e simplificada.
Segundo ele, as empresas não podem mais perder tempo com questões burocráticas na entrada do PPB. “O produto fica um ano e meio esperando aprovação e, por conta da demora, quando chega no mercado já está defasado”, sinalizou. Em 2013, a Lei de Informática completa 20 anos.
Site: Convergência Digital
Data: 05/04/2013
Hora: 13h40
Seção: Negócios
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=33422&sid=5