O mercado brasileiro de big data – com hardware à frente de software e serviços – movimentará R$ 630 milhões (US$ 285 milhões) até dezembro. Mundialmente as soluções de hardware, software e serviços voltadas para análise das informações vão gerar uma receita de US$ 11 bilhões em 2013, o que já coloca o big data como uma indústria relevante para o desempenho da indústria de TI. Hoje, ela já está à frente, por exemplo, da área de software para segurança, que movimentará US$ 200 milhões.
No Brasil, um dos desafios é evitar a ‘confusão’ entre big data e BI e CRM. “Mas essa interseção não é, hoje, de todo ruim. Ela ajuda as empresas entenderem os seus dados”, reforçou Samuel Carvalho, da IDC Brasil. Ainda de acordo com dados divulgados pela consultoria, que nesta terça-feira, 27/08, realizou o IDC Brazil BI& Big Data Conference, na capital paulista, em 2017, a indústria de big data deverá movimentar US$ 1 bilhão no Brasil. Na América Latina, informou César Longa, gerente do programa de software da IDC Latinoamérica, esse montante ficará em US$ 600 milhões em 2013 e chegará a US$ 1,9 bilhão, daqui a cinco anos.
“As verticais tradicionais -finanças e telecom – são as que mais estão querendo soluções de big data. Seja para investir em hardware, com o intuito de acelerar o processamento dos seus dados para ganhar agilidade, seja em software para análise mais ativa das informações. Mas há boas surpresas. O governo está muito interessado e precisa do big data para tentar atender melhor o cidadão, que hoje exige mais por meio das redes sociais”, observa Longa. O comércio também é uma vertical que aposta no big data.
“Na verdade, todas as empresas que estão indo para o big data têm em mente melhorar o relacionamento com o cliente. Essas corporações precisam antecipar o desejo do cliente. O big data permite essa ação mais efetiva”, sinaliza Samuel Carvalho, da IDC Brasil. Os analistas da IDC garantem: quem ficar de fora do big data, perderá vez para a concorrência. “Para se ter uma ideia, segundo dados mundiais, hoje, 23% das informações poderiam ser compartilhadas em várias verticais, mas menos de 1% é identificada. Há um mundo pela frente para ser trabalhado”, acrescenta Carvalho.
A IDC constatou ainda que 31% das empresas na América Latina, que dizem ter soluções de big data, enfrentam problemas. “Aqui entra a confusão que o mercado faz entre BI, CRM e Analytics como big data. Essas soluções ajudam muito, mas não são big data”, explica Longa, da IDC Latinoamérica. Um dado importante: a área de TI responde por apenas 10% dos investimentos em big data. “O gestor de TI precisa pensar diferente. Entender a demanda de negócios, do marketing. É um novo momento”, completa o analista.
Site: Convergência Digital
Data: 27/08/2013
Hora: 17h56
Seção: Hotsite Cloud Computing
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34675&sid=97#.Uh0AxNLTllw