A batizada Economia Industrial Digital vai abalar os alicerces dos principais fornecedores de TI no mundo e uma batalha sangrenta acontecerá em 2014, preconiza Donald Feinberg, vice-presidente do Gartner e analista distinto da consultoria. Segundo ele, ‘titãs’ de hoje, como Cisco, Oracle, Microsoft, HP e IBM podem perder o rumo e lugar para novos atores. “O mundo vai mudar”, garante.
No Brasil para a realização do Gartner Symposium, esta semana, em São Paulo, o vice-presidente do Gartner, Val Sribar, decreta o fim de uma era. “O mercado de prestação de serviços mudou. O modelo tradicional não servirá mais. A digitalização impõe mudanças rápidas para clientes e prestadores de serviços. A informação passou a ter um valor sem igual com o big data”, disse o analista.
Para o Gartner, a Economia Industrial Digital está sendo construída sobre os pilares da computação em nuvem, da mobilidade, da colaboração e das redes sociais. A Internet – incorporada à dispositivos até então não imagináveis – também ganha papel central nessa estratégia, referindo-se à Internet das coisas, que em 2020, segundo a consultoria, estará conectando 30 bilhões de dispositivos até 2020.
“A internet estará nas nossas roupas, no nosso relógio, na nossa casa, em qualquer lugar. Isso muda radicalmente a maneira de fazer TI”, ressaltou Sribar. Com relação ao novo mundo, os analistas do Gartner garantem que muitos dos atuais líderes de mercado vão perder força e lugar para atores mais novos como o Google, a Amazon e outros.
Pode existir lugar para uma empresa brasileira nesse cenário? os executivos da consultoria dizem que o ‘jogo’ está começando do zero.”Está todo mundo começando em igualdade. É uma revolução de fato. Se uma empresa brasileira quiser e tiver apoio pode sim tentar brigar. Mas não será uma batalha fácil”, diz Feinberg, que é bom lembrar antecipou a compra da Sun pela Oracle, num negócio que também foi decisivo para os negócios de TI.
Já Sribar, deixa claro que a nova economia também será marcada por um tom: dinheiro. Tudo será questão de margem financeira, projeta o especialista do Gartner. “Há provedores novos que estão aprendendo a conviver com margens menores. Os mais tradicionais terão que lidar com isso. E não tem sido fácil para eles. No caso dos titãs, isso pode beirar a catástrofe”, afirma.
Site: Convergência Digital
Data: 4/11/2013
Hora: 16h55
Seção: Negócios
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35315&sid=5#.UnqZvXDTllx