Com dois datacenters em expansão no país, a Amazon Web Services diz que está apta a atuar como provedora de cloud, em parceria com órgãos como o Serpro, no Imposto de Renda. No caso da privacidade dos dados, José Nilo, diretor de vendas da empresa na América Latina, garante que ‘a escolha de onde o dado ficará armazenado e como ele será guardado é do cliente’. como provedor de CDN (Content Delivery Network), principalmente para negócios de comércio eletrônico, está na lista de prioridade de negócios na região.
Na última terça-feira, 30/07, a Amazon Web Services realizou, na capital paulista, o seu primeiro grande evento no país, desde o seu desembarque em novembro de 2011. E despertou a curiosidade. Mais de seis mil pessoas – a maioria jovens estudantes – participaram das sessões técnicas sobre computação na nuvem. Também houve a apresentação de clientes, entre eles, Magazine Luiza, Hidrovias e Serasa Experian.
Em encontro com a imprensa, os executivos da AWS ao serem indagados sobre o impacto do episódio de espionagem da agência de segurança dos Estados Unidos – NSA – que desencadeou problemas com os provedores da nuvem na Europa e a determinação do governo brasileiro de exigir do Google a implantação de um datacenter local – destacaram a ‘responsabilidade compartilhada’, com o cliente definindo onde e como quer o seu dado armazenado.
“Por isso, temos datacenters em regiões consideradas estratégicas. O Brasil tem duas zonas de armazenamento – ambas em São Paulo – para atender esse requisito. E estamos em expansão porque os serviços na nuvem se consolidam e atraem cada vez mais as empresas”, enumerou José Nilo. Sobre privacidade, Matt Wood, principal cientista da área de dados da AWS, garantiu que como a empresa atua em Infraestrutura como Serviço (IaaS), a definição do uso de criptografia, de transporte dos dados – se pela nuvem pública ou por serviços privados – é decisão do cliente.
“A gestão é de responsabilidade compartilhada. Somos uma empresa norte-americana, mas temos atuação, com datacenters locais, nas regiões de nosso interesse para que possamos atender as regras de compliance”, enfatizou Wood. O governo – que pressiona o Google a ter um data center local – é um dos alvos para crescimento de negócios no país.
“Nossa infraestrutura tem baixa latência. Ela está preparada para suportar operações de pico elevado, como por exemplo, a entrega do imposto de renda ou a apuração das eleições. Podemos ser um backup, uma contingência”, detalha o diretor de Marketing da AWS, Juliano Tubino. Um mercado que também atrai bastante é o de CDN (Content Delivery Network), afirmou Matt Wood, principal cientista da área de dados da AWS. “Há clientes que precisam de baixa latência e com sites que não podem parar, sob o risco de perderem seus negócios. CDNs nos facilita esse tipo de atuação”.
Um dos clientes de CDN da AWS é a Magazine Luiza, nas operações do seu comércio eletrônico. Neste mercado, a AWS terá concorrentes de peso como a Level 3 e as operadoras de telecom, interessadas em rentabilizar suas infraestruturas. Questionados de como seria, exatamente, a relação com as teles – que provêem infraestrutura, querem CDN e iniciam suas estratégias de cloud – José Nilo foi direto. “Somos uma empresa que sabe competir. E a competição é boa, em última instância, para o consumidor”.
Site: Convergência Digital
Data: 30/07/2013
Hora: 16h45
Seção: Hotsite Cloud Computing
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=34402&sid=97#.UfghiNJkzko