Estimativa do estudo “Software e Serviços de TI: A Indústria Brasileira em Perspectiva”, lançada pela Softex, em 2020, projeta que, mantidas as condições atuais de crescimento de receita, produtividade e capacidade de contratação de pessoal, haverá um déficit de 280 mil profissionais assalariados exercendo ocupações mais diretamente relacionadas com software e serviços de TI (PROFSSs).
A reversão desse cenário é um desafio que passa pela adoção de métodos eficazes e rápidos de qualificação profissional. Um exemplo de uma solução neste sentido é a ferramenta Alice, que é tema central do workshop promovido pela Softex que vai de 30 de julho a 3 de agosto tendo como público-alvo professores do ensino médio, técnico e superior interessados em sua adoção. Outro objetivo do encontro é formar multiplicadores que no futuro possam treinar novos professores.
Trata-se de um software gratuito, desenvolvido pelo grupo de pesquisas da Carnegie Mellon University (CMU) e utilizado com sucesso em várias escolas norte-americanas, que permite ao usuário aprender rapidamente conceitos fundamentais de programação orientada a objetos através da criação de histórias e de videogames simples. Com o Alice, pessoas, objetos e diferentes cenários em 3D integram um mundo virtual, fornecendo um ambiente no qual os estudantes, sem a necessidade de qualquer conhecimento prévio de computação, podem desenvolver a criatividade, o raciocínio lógico e as técnicas para solução de problemas.
“O estudo que realizamos mostra que se considerarmos apenas a parcela de riqueza gerada pelos profissionais que atuam no segmento de software e serviços, de 2009 a 2012, podemos ter uma perda de receita líquida superior a R$ 115 bilhões”, comenta John Forman, diretor de capacitação e inovação da Softex, lembrando que a adoção de ferramentas ágeis e eficazes de treinamento são uma das soluções para a superação desse desafio da formação de novos profissionais.
Forman destaca os resultados positivos obtidos na Ithaca College e na Saint Joseph’s University no emprego do Alice: estudantes sem experiência pregressa em computação e realizando seu primeiro curso de Ciência da Computação tiveram suas notas elevadas de C para B e sua capacidade de retenção cresceu de 47% para 88%.
“Nos Estados Unidos, observamos que um dos benefícios alcançados pelo Alice foi atrair um maior número de estudantes para cursos de Ciências da Computação. Alunos que de outra forma nem pensariam em se interessar por seguir uma carreira nessa área. Esperamos replicar no Brasil não apenas esse, mas outros resultados positivos que temos registrado a partir da difusão do uso do software tanto nas universidades como nas escolas primárias”, destaca Jacobo Carrasquel, Professor Associado do Ensino Ciência da Computação da CMU.
No Brasil, o Alice já é adotado, entre outras instituições, pela Universidade Mackenzie, em São Paulo, pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) em Rio Claro, pela Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) e pela Universidade Federal de Uberlândia. Entre as organizações não acadêmicas estão o Senai Rio Grande do Norte e a Associação para o Desenvolvimento Tecnológico e Industrial do Sudoeste do Paraná (Sudotec).
Para informações adicionais sobre a programação ou para se inscrever no “Workshop Alice 3.0” visite: http://sgce.nac.Softex.br/sgce/noticia.php?id=538. As inscrições devem ser realizadas até 27 de julho e o investimento para participação é de R$650,00. Outros esclarecimentos podem ser solicitados pelo e-mail capacitacao@nac.Softex.br
Site: Convergência Digital
Data: 25/07/2012
Hora: 15h45
Seção: Gestão
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=31264&sid=16