Napster. O nome traz recordações boas e más lembranças para o mundo virtual. Foi o primeiro serviço a ganhar escala global apostando na tecnologia peer-to-peer, talvez tenha sido o primeiro a começar a explorar a ideia de compartilhar conteúdos na internet. Mas, o Napster foi fechado, soterrado por uma avalanche de ações judiciais movidas pela indústria da música, que viu seu modelo de negócio começar a se dissolver a partir dos mp3 piratas que se espalhavam e circulavam livremente pela rede do Napster.
Agora, a dupla que criou o serviço mostra ao mundo sua nova criação, o Airtime. A aposta traz no sangue (ou no código de programação, melhor dizendo) a mesma fagulha de interatividade peer-to-peer que germinou no Napster. Dessa vez, trata-se de um serviço de chat em vídeo. A diferença desse para tantos outros que já estão no mercado é o modo como os usuários podem interagir. Você pode bater-papo em vídeo a partir de sua rede de amigos do Facebook, por exemplo, mas pode encontrar pessoas no mundo virtual de modo absolutamente casual, no estilo do Chatroulette – serviço que fez algum sucesso cerca de 2 anos atrás, mas acabou caindo no esquecimento.
Em entrevista ao New York Times, Sean Parker diz que o Airtime é uma tentativa de ir além do Chatroulette, e ganha espaço num mercado onde já se encontram, entre outros, Skype e Google+ Hangouts. O Airtime traz algumas novidades nesse campo. Entre elas, um sistema de reconhecimento facial, e um mecanismo que cria um ranking para os usuários, baseado no uso da ferramenta.
Sean Parker ficou conhecido, também, por ser o primeiro presidente do Facebook (na fase de decolagem inicial da rede social). Hoje, no entanto, ele acredita que as redes sociais tornaram a web um lugar menos interessante: “existe um hiato: o Facebook reduziu nosso mundo a 500 pessoas, e elas são todas pessoas que você já conhece, o que é um pouco chato”.
Site: Olhar Digital
Data: 05/06/2012
Hora: 13h55
Seção: Digital News
Autor: ——
Link: http://olhardigital.uol.com.br/jovem/redes_sociais/noticias/novo-servico-de-chat-de-video-leva-assinatura-dos-criadores-do-napster