Dia 27 de junho, às 10h30, será realizado um Seminário com os resultados obtidos por uma equipe de pesquisadores, coordenados pelo Professor Luiz Alfredo Salomão, com recursos da Faperj, que teve como objetivo levantar o status e as demandas de TI das Forças Armadas.
Foram detectadas iniciativas visando difundir suas demandas de softwares novos junto às empresas do setor. Ainda tímidas no presente, estas iniciativas tenderão a se multiplicar no futuro, na medida em que as Forças Armadas aumentem seu conhecimento sobre a capacidade das empresas nacionais de software. Alguns contratos recentemente celebrados pelo Exército para o desenvolvimento de softwares de Defesa Cibernética e Guerra eletrônica com empresas nacionais revelaram que as mesmas dispunham de alta capacitação tecnológica, pois os resultados foram considerados bastante satisfatórios.
A alternativa à cooperação sistemática com as empresas de software de capital nacional seria continuar dependente de fornecedores estrangeiros e, portanto, permanecer vulnerável.
A consciência de que é preciso apostar nas empresas controladas por capitais nacionais para enfrentar os desafios e não permanecer dependentes do exterior em matéria de software é, apesar de tudo, nítida em algumas Organizações Militares. As condições atuais para o desenvolvimento de software nacional para a Defesa e a Segurança Institucional, são mais propícias que as vigentes na época do desenvolvimento de grandes sistemas nacionais, tais como os da Receita Federal do Brasil (ex-SRF), o de votação e apuração eletrônica das eleições (Justiça Eleitoral) e do Sistema Brasileiro de Pagamentos (Banco Central), entre outros. Além dos instrumentos clássicos de incentivo (como, por exemplo: o uso do poder de compra estatal, financiamentos a custo baixo ou a fundo perdido para a inovação tecnológica), estão agora em vigor desonerações tributárias e de encargos trabalhistas/previdenciários para o setor de software, cuja maior parte do valor adicionado de seus produtos provém basicamente do trabalho das pessoas.
O fato é que a quase totalidade das empresas brasileiras de software praticamente ignora as demandas da Defesa e da Segurança Institucional. Por conseguinte, não surpreende que sejam pouquíssimas as que estão preparadas para atender este mercado. Para as empresas nacionais de software se estruturarem, é exigido tempo, informação e investimentos em capacitação, especialmente em capital humano. A informação é central para minimizar os custos de transação, isto é, mitigar riscos e motivar as empresas a investir, acreditando que o mercado vai compensar, com suas compras no futuro, o esforço multidimensional a ser feito. Com este objetivo será realizado este Seminário via WEB, apontando as principais áreas cujo domínio tecnológico é pré-requisito básico para que empresas sejam elegíveis para contratação de desenvolvimento/manutenção/consultoria de softwares:
•Segurança da informação, criptografia
•Computação gráfica e games
Simulação
•Sistemas real-time
•Software embutido
•Dispositivos móveis
•Ensino à distância
•Sistemas corporativos de grande porte
•Integração e manutenção de software
•Redes
•Sistemas inteligentes e robótica
•Sensores
As empresas interessada no tema poderão participar acompanhando os debates no Auditório da Riosoft, localizado na Rua Buenos Aires, 68, 14º andar. Para isto é necessário se inscrever pelo e-mail inscricoes@riosoft.org.br . O evento contará também com transmissão online pelo site www.ti.rio, os interessados poderão ainda, posteriormente, ter acesso ao vídeo que será postado no site do TI Rio.
Serviço:
Seminário: “Acesso a um Novo Mercado: Defesa e Segurança Institucional”
Data: 27 de junho de 2013
Horário: 10h30
Local: Auditório da Riosoft, 68, 14º andar, Centro –RJ
Inscrições: inscricoes@riosoft.org.br
Transmissão online: www.ti.rio