O Brasil é o país da América Latina com o maior número de empresas dispostas a adotar novas tecnologias nos próximos anos. Pelo menos 35% dos entrevistados ouvidos pelo Barômetro de Mobilidade da Motorola Solutions querem estar entre as primeiras a implantar soluções tidas como tendências nas suas operações.
Outros 32% devem optar pelas ferramentas tecnológicas, mas sempre tendo avaliado primeiro os problemas experimentados por outras corporações que já utilizaram alguma solução nesse sentido. O estudo mostrou ainda que 23% das companhias brasileiras partem para esses projetos apenas quando é indispensável, e 9% se nega a implementá-las, salvo quando é realmente necessário.
“Os gestores de TI sabem que precisam se movimentar para ter a tecnologia adequada para os negócios”, avalia o gerente de vendas indiretas da Motorola Solutions, Roberto Mielle. A lógica por trás disso, aponta a Motorola, é a percepção de que só através da tecnologia as empresas conseguirão aumentar a sua produtividade com mais rapidez.
Para o gestor, olhar para o futuro da tecnologia significa, necessariamente, pensar a mobilidade, tanto do ponto de vista dos dispositivos como tablets e smartphones, como da infraestrutura capaz de fazer as empresas tirarem o melhor proveito disso. Assim, comenta, uma empresa que se preocupa em estar alinhada com as tendências de mercado precisa contemplar dispositivos móveis e ter um ambiente seguro e com alta disponibilidade para oferecer isso.
“A força móvel das corporações está nos gadgets e nas estruturas de redes sem fio, como o wi-fi nas residências. A tecnologia vai avançar mais e queremos um caminho para criar uma adaptação ao que está disponível agora e para as novidades que estão chegando, como o 4G”, explica Mielle.
O Barômetro de Mobilidade da Motorola Solutions identifica os indicadores das oportunidades e desafios da mobilidade de empresas e entidades governamentais. Esses números são o resultado da coleta de informações diretas de organizações que estão investindo em soluções tecnológicas e em sua implantação. As pesquisas são feitas pela agência de pesquisas TNS Internacional e incluíram 375 executivos-chave de TI e negócios de Argentina, Brasil, Colômbia e México.
Ainda de acordo com o estudo, a Colômbia conta com 17% de empresas dispostas a serem as primeiras a adotar as inovações e 21% das empresas as adotam rapidamente, mas depois de ver os resultados alheios. O México é o país que mais resiste na América Latina. De acordo com o levantamento, 23% das companhias não estão dispostas a fazer essas implementações se não for realmente necessário, enquanto 48% só fazem quando a tecnologia é amplamente aceita por outros players.
Site: Jornal do Comércio
Data: 16/12/2013
Hora: ——
Seção: Economia
Autor: Patricia Knebel
Link: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=142573