2026 consolida o usa da IA na Assessoria de Imprensa e estratégia humana continuará sustentando reputações

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A Assessoria de Imprensa caminha para 2026 inserida em um ambiente cada vez mais tecnológico, integrado e orientado por dados. Inteligência artificial, automação e sistemas avançados de análise deixaram de ser diferenciais competitivos e passaram a fazer parte da base operacional da atividade. De acordo com levantamentos recentes do setor, cerca de 75% dos profissionais de relações públicas já utilizam ferramentas de Inteligência Artificial em suas rotinas, principalmente para pesquisa, organização de informações e apoio à produção de conteúdos. Esse avanço, no entanto, não simplifica o trabalho, mas o torna mais complexo e reforça a importância do olhar estratégico humano.

A aplicação da IA à comunicação avança para além da geração de textos. Plataformas passam a sugerir enquadramentos editoriais, identificar potenciais riscos de interpretação e até simular reações de públicos estratégicos antes da divulgação de uma informação. Ao mesmo tempo, sistemas preditivos cruzam dados históricos, comportamento digital e sinais regulatórios, permitindo que a gestão da reputação atue de forma mais preventiva. Esse movimento aproxima ainda mais a Assessoria de Imprensa de áreas como tecnologia da informação, compliance e governança corporativa.

Também a forma de medir resultados se transforma. Indicadores tradicionais, como volume de inserções ou alcance bruto, seguem relevantes, mas cedem espaço a análises mais sofisticadas sobre influência real, qualidade da presença editorial e consistência das narrativas ao longo do tempo. Pesquisas indicam que quase 68% dos profissionais de comunicação já utilizam IA em atividades como monitoramento, análise de dados e geração de insights, sinalizando que a tecnologia passou a integrar o núcleo do processo decisório da área.

Se, por um lado esses recursos representam um progresso, por outro impõem limites claros. Em um cenário de hiperautomação, no qual mensagens podem ser personalizadas e respostas sugeridas automaticamente, cresce o risco de uma comunicação tecnicamente correta, porém pasteurizada e institucionalmente frágil. Relações com a imprensa continuam exigindo leitura de contexto, sensibilidade política, empatia e compreensão das dinâmicas editoriais, atributos esses que não podem ser delegados a algoritmos.

Em 2026, o desafio da nossa atividade de Assessoria de Imprensa não estará no domínio das ferramentas tecnológicas em geral, mas na capacidade de interpretá-las com critério e integrá-las à estratégia das organizações. A Tecnologia amplia a visão e acelera processos, mas a reputação segue sendo construída na coerência, na consistência e na confiança. Mesmo em um ambiente cada vez mais digital e orientado por dados, a credibilidade continuará sendo um ativo profundamente humano.

Simone Beja
Jornalista e Diretora da SB Comunicação

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