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Aconteceu muita coisa interessante no universo tecnológico em 2013 e não há indicações de que 2014 será diferente. Pensando nisso, a agência de estratégia e design Frog botou seus especialistas para refletir quais seriam os destaques deste ano, chegando aos resultados que o site Olhar Digital reproduz abaixo:
Anonimato para todos
A agência relaciona as descobertas acerca da espionagem norte-americana com a supervalorização do Snapchat e chega à conclusão de que os internautas querem e estão buscando privacidade. Algo que deve se tornar latente em 2014.
Drones por todos os lados
Embora pequenos robôs voadores não sejam novidade, em 2013 o interesse neles cresceu tanto que a Amazon anunciou que poderá incluí-los em seu sistema de entregas. Há dificuldades para o desenvolvimento deste setor, mas eles começam a ser superados agora.
Se desconectar vai virar moda
Agora que os celulares estão prestes a ser liberados em voos, as pessoas não querem mais usar tanto seus aparelhos. A frog enxerga um movimento de volta às origens offline, com cada vez mais pessoas dando atenção ao meio desconectado – um tempo de leitura sem interrupções, por exemplo.
A chegada dos gigantes da china
Muita gente já conhece o WeChat, que concorre com o WhatsApp, mas neste ano mais pessoas ainda instalarão este aplicativo – que já atende mais de 300 milhões de pessoas no mundo. Os especialistas apostam alto: o serviço deixará até o Facebook para trás.
Controle mental
Kenji Huang, da frog, comenta: “Se alguém da década de 1500 viesse a nós hoje e visse o que a tecnologia nos permite fazer, eles achariam que somos superhumanos.” E isso tende a aumentar, com a tecnologia de controle cerebral ficando mais poderosa em 2014.
Humanidade aumentada
Antigamente a tecnologia era usada apenas para resolver problemas e aumentar nosso potencial; agora ela está além disso, mas ainda opera de forma separada a nós – a exemplo do Google Glass -, o que deve começar a mudar. Exoesqueletos controlados por sistemas e membros biônicos (olhos, braços, pernas etc.) são o próximo passo.
Carros autônomos
O esforço da indústria para criar carros que dirigem sozinhos é evidente. O boom dessa ideia ocorrerá neste ano, quando as pessoas finalmente devem começar a se tornar passageiros em seus próprios veículos.
Internet das coisas invade a arte
Tudo ao redor está ficando inteligente: celulares, TVs, carros, geladeiras… falta áreas mais subjetivas entrarem para essa onda. Pense em apresentações musicais digitalmente modificadas ao vivo, de acordo com a resposta do público.
A riqueza dos dados de produto
Os produtos não estão só mais inteligentes e comunicáveis uns com os outros, eles também se tornaram poços de informações. É o aproveitamento desses dados que separará os produtos regulares dos melhores.
A reinterpretação do artesanato
Assim como faz ao apostar no offline, a frog também vai contra a expansão tecnológica ao pregar que o trabalho tangível ganhará mais valor a partir de 2014. Eles acreditam que “imperfeições” estilizadas e customizadas ganharão espaço em um mundo que dá tanto valor a criações meramente digiais – a impressão em 3D pode entrar aí.
Contrariando a norma da precificação
Ninguém apostaria que o consumidor comum toparia pagar US$ 100 por um fone de ouvido, mas então apareceu a Beats by Dre provando que, na verdade, as pessoas estão mais do que dispostas a gastar quando há uma contrapartida em termos de design e experiência de uso. Prepare-se para pagar cada vez mais por produtos ordinários porém melhorados.
A revolução das entregas pessoais
Existe uma startup em San Francisco chamada Uber que criou um sistema de compras que garante a entrega de produtos e serviços em minutos – deixando em segundo plano a burocracia que envolve confirmações de pagamento. A ideia de entrega personalizada tende a ser mais explorada, ainda mais com empresas como a Amazon pensando em usar drones para isso.
O consumidor possui dados
Na visão de Annie Hsu, “2014 será o ano da recuperação de dados!”. Os internautas estão percebendo que Google, Facebook, Twitter só são o que são graças às informações que possuem sobre seus usuários, o que tem gerado um movimento de obtenção de informações cuja ideia é devolver à pessoa o controle sobre o que é dela.
A quantificação do trabalho
Quem está acostumado a cronometrar o tempo de corridas ou de sono terá de se acostumar também à quantificação do trabalho. Como, quando e onde você gasta seu tempo de serviço serão itens listados em planilhas e softwares de gerenciamento.
A reinvenção do PC como ferramenta de produtividade
No mundo todo empresas que desenvolvem computadores estão sendo forçadas a migrar para o setor móvel, mas para a frog elas se esquecem de que ainda não há um substituto ao desktop que trabalhe bem com tarefas de criação e produtividade. Ou seja, o PC ainda pode voltar com força, e 2014 parece ser o ano para isso.
Site: Olhar Digital
Data: 10/02/2014
Hora: 12h58
Seção: Notícias
Autor: ——
Foto: Reprodução
Link: http://olhardigital.uol.com.br/pro/noticia/40218/40218